Ainda te farei ruminar todas as palavras ditas de forma displicente diante de meu orgulho, nada pequeno. Ainda darei gargalhadas saborosas com a transformação de minha antiga angústia em doce vingança. Ainda cantarei canções a contar as armadilhas que armei para perderes todas as certezas que tinha sobre o que eu era capaz. Ainda sufocarei teu bufar cínico, teu olhar de peixe morto e tua cara lavada depois de uma madrugada infame. Ainda pisarei em teus calos calados e abrirei feridas das mais escondidas. Acabarei com todo o começo de nossas intrigas ao terminar de te mostrar a última gota de veneno em nossas bocas, já secas, sanguinolentas e sem vida...
pra ninguém em especial
apenas um
momento de expressão viceral...
Ouvindo: La tortura - Shakira & Alejandro Sanz
Apenas uma página de gritos e sussurros, de incertos e absurdos, impressões e expressões, pensamentos e emoções condensados e sintetizados em palavras grifadas e GRITADAS!!!
domingo, dezembro 02, 2007
sexta-feira, novembro 30, 2007
Homem chora?
Homem que é homem não chora?
Dizem que homem não chora
Sempre quando me vinham com essa história de que homem não chora, logo me esquivava e já achava que era tudo papo furado, tudo retórica. Pensava que era apenas um jeito malandro de dizer que macho que é macho não se entrega a nenhuma demonstração de profundo sentimento ou de uma leve emoção, seja de agonia ou de alegria. Resumindo: puro chavão machista. Como sempre tentei não seguir nenhuma cartilha de conduta baseado em tais tipos de sugestão, nunca liguei muito pra isso e segui minha vida chorando quando bem quis. Apesar de ter diminuído muito a frequência depois da infância e adolescência... Até que pouco tempo atrás, vi-me diante de uma situação clássica de se fazer chorar qualquer ser com um pouco de coração, daquelas de te fazer colocar aquela canção: Desilusão... e chorar, nem que seja sem lágrimas... E foi o que eu fiz: chorei, chorei, chorei como há muito não chorava, chorei, chorei como ninguém, até que quando dei por mim, mergulhado num mar salgado, tentei descobrir porque abrira a torneira daquela banheira, vi que já havia trocado a essência dos sais, estava tudo misturado... foi quando percebi que não estava apenas chorando por ter desmontado um castelo de contos de fadas construído em torno de outro alguém, chorava mesmo é... tenho até um certo pudor em revelar tal comoção, mas vamos lá, naquela hora chorava mesmo é por não ter comprado o ingresso do show que tanto queria ver e naquela altura já era tarde, não havia muita coisa a se fazer... Chorava mais por meu vacilo, e não tanto pela atitude de outrem, apesar desse alguém ter me machucado de verdade. Era eu que havia me traído em algo indesculpável, segundo minhas leis. Eu era o culpado por não ter comprado os benditos ingressos, e isso me tocou a ponto de me fazer chorar, e chorei pra valer, com muitas lágrimas.
Mas uma coisa é certa, não choro mais como antigamente, hoje mais lacrimejo, quando vejo um filme que me toca por exemplo... Agora choros colossais e sonoros são bem mais raros. Será que é por que já me tornei um homem? Estou mais calejado, comedido, anestesiado, mais forte ou mais moldado? Creio que apenas um pouco mudado. Mesmo se eu nunca mais chorar, tentarei ao máximo não dizer: homem que é homem não chora.
Em um país, ou estado, cidade, sei lá, em que é pregado que homem não chora, creio que talvez os famosos Emos sejam até revolucionários, Contra-cultura, subversivos... rsrs
ou quem sabe apenas garotos melindrosos, que choram...
Dizem que homem não chora
Sempre quando me vinham com essa história de que homem não chora, logo me esquivava e já achava que era tudo papo furado, tudo retórica. Pensava que era apenas um jeito malandro de dizer que macho que é macho não se entrega a nenhuma demonstração de profundo sentimento ou de uma leve emoção, seja de agonia ou de alegria. Resumindo: puro chavão machista. Como sempre tentei não seguir nenhuma cartilha de conduta baseado em tais tipos de sugestão, nunca liguei muito pra isso e segui minha vida chorando quando bem quis. Apesar de ter diminuído muito a frequência depois da infância e adolescência... Até que pouco tempo atrás, vi-me diante de uma situação clássica de se fazer chorar qualquer ser com um pouco de coração, daquelas de te fazer colocar aquela canção: Desilusão... e chorar, nem que seja sem lágrimas... E foi o que eu fiz: chorei, chorei, chorei como há muito não chorava, chorei, chorei como ninguém, até que quando dei por mim, mergulhado num mar salgado, tentei descobrir porque abrira a torneira daquela banheira, vi que já havia trocado a essência dos sais, estava tudo misturado... foi quando percebi que não estava apenas chorando por ter desmontado um castelo de contos de fadas construído em torno de outro alguém, chorava mesmo é... tenho até um certo pudor em revelar tal comoção, mas vamos lá, naquela hora chorava mesmo é por não ter comprado o ingresso do show que tanto queria ver e naquela altura já era tarde, não havia muita coisa a se fazer... Chorava mais por meu vacilo, e não tanto pela atitude de outrem, apesar desse alguém ter me machucado de verdade. Era eu que havia me traído em algo indesculpável, segundo minhas leis. Eu era o culpado por não ter comprado os benditos ingressos, e isso me tocou a ponto de me fazer chorar, e chorei pra valer, com muitas lágrimas.
Mas uma coisa é certa, não choro mais como antigamente, hoje mais lacrimejo, quando vejo um filme que me toca por exemplo... Agora choros colossais e sonoros são bem mais raros. Será que é por que já me tornei um homem? Estou mais calejado, comedido, anestesiado, mais forte ou mais moldado? Creio que apenas um pouco mudado. Mesmo se eu nunca mais chorar, tentarei ao máximo não dizer: homem que é homem não chora.
Em um país, ou estado, cidade, sei lá, em que é pregado que homem não chora, creio que talvez os famosos Emos sejam até revolucionários, Contra-cultura, subversivos... rsrs
ou quem sabe apenas garotos melindrosos, que choram...
quinta-feira, setembro 27, 2007
segunda-feira, setembro 17, 2007
Iconoclastia nostálgica
Iconoclastia nostálgica
Lembrar e apagar
deletar e não deixar de se lembrar pra não se deixar levar...
Nosso não feriado subiu a serra e não desceu, nosso final de ano se foi pelo cano, se perdeu...
Você pintou o sete, fez nossa festa ficar sem confete
Sou iconoclasta mas não esqueci
o que fez e desfez ficou por aqui
Mas hoje eu sei, hoje eu vi,
a massa azedou, o saco se encheu
a paciência de quem a pediu se perdeu
Nem sei mais o que achar... cansei de achar e procurar...
quero apenas encontrar
Lembrar e apagar
deletar e não deixar de se lembrar pra não se deixar levar...
Nosso não feriado subiu a serra e não desceu, nosso final de ano se foi pelo cano, se perdeu...
Você pintou o sete, fez nossa festa ficar sem confete
Sou iconoclasta mas não esqueci
o que fez e desfez ficou por aqui
Mas hoje eu sei, hoje eu vi,
a massa azedou, o saco se encheu
a paciência de quem a pediu se perdeu
Nem sei mais o que achar... cansei de achar e procurar...
quero apenas encontrar
terça-feira, setembro 11, 2007
Hoje é dia 11, acabo de olhar o relógio, marca 1:11. Acabo de olhar de novo pra me certificar se os números ainda estão lá - não estão, do 1 já foi para o 2. Estou também a mudar, neste dia 11, para 22 anos de vida corrida. Corrida? Corrida não, nem passada. O relógio corre? Não, o relógio muda os números, e se ainda não mudaram sua medida com a unidade de hora/min/seg, agora são 1:17. O relógio não corre, o relógio combina com o tempo os diferentes experimentos.
Os números variam e criam diferentes combinações, variadas concepções... Mas cada número é único. E o tempo? Ah, agora são 01:20 e o tempo tá bom. Nem muito quente, nem muito frio, muito menos morno! Digamos que este espaço e este tempo é fresco. Dia 11 faço 22. Não estou mais com 21, mas tenho 21 anos vividos em diferentes tipos de contagens, sejam lunares ou solares...
Estou com 22, mas não sou como um relógio que estampa na cara a medida exata da contagem... enfim, posso aparentar 24 ou até mesmo 19 para alguns, mas nem todos sabem qual a medida que tenho de fato... Nem todos conhecem meus números, alguns são discretos e muitos deles ainda estão escondidos em um local secreto.
Penso se ainda verei e/ou vejo alguns números depois de outros números seguidos de outros... Alguns , com a breve unidade de medida - hora/minuto/segundo, já vejo neste mesmo instante, agora, por exemplo, é 02:00.
Já cheguei a querer um pônei quando criança, hoje prefiro um ornitorrinco, o que não quer dizer que realmente queira ter um...
02:03 a.m.
Os números variam e criam diferentes combinações, variadas concepções... Mas cada número é único. E o tempo? Ah, agora são 01:20 e o tempo tá bom. Nem muito quente, nem muito frio, muito menos morno! Digamos que este espaço e este tempo é fresco. Dia 11 faço 22. Não estou mais com 21, mas tenho 21 anos vividos em diferentes tipos de contagens, sejam lunares ou solares...
Estou com 22, mas não sou como um relógio que estampa na cara a medida exata da contagem... enfim, posso aparentar 24 ou até mesmo 19 para alguns, mas nem todos sabem qual a medida que tenho de fato... Nem todos conhecem meus números, alguns são discretos e muitos deles ainda estão escondidos em um local secreto.
Penso se ainda verei e/ou vejo alguns números depois de outros números seguidos de outros... Alguns , com a breve unidade de medida - hora/minuto/segundo, já vejo neste mesmo instante, agora, por exemplo, é 02:00.
Já cheguei a querer um pônei quando criança, hoje prefiro um ornitorrinco, o que não quer dizer que realmente queira ter um...
02:03 a.m.
segunda-feira, agosto 06, 2007
Última expiração, atual inspiração
Hoje faz dez dias que meu cachorro se foi. Seu último momento presente presenciei lembrando de fatos viventes decorrentes, de passados distantes e recentes... Dez dias se passaram e lá se foi meu cãozinho com seus dez anos vividos sempre ao meu redor: latindo, lambendo, rosnando, brincando... Mas sempre presente quando em casa eu chegava. Parece que um grande ciclo da minha vida se fechou com seu sacrifício naquela mesa cirúrgica daquela veterinária que, enquanto preparava a anestesia e a letal injeção, falava que quando ainda estudava na universidade não queria nunca praticar tal ato – acabar com algum mal que acometesse um animal através de um sacrifício, fácil porém também difícil. Meu cãozinho morreu calado, como se soubesse e entendesse o porquê de ter tido de viver e por que teria de morrer ali, seu olhar parecia saber o sacrifício que iria viver... parecia saber que teria de deixar aquela vida - já não havia mais saída, apenas sobrevida.
Minha mão se despediu sem tocá-lo, meus dedos secaram meus olhos molhados e meus pés caminharam para uma nova etapa da estrada, com um certo luto pela despedida, pela vida perdida, porém bem vívida e bem vivida, pelo menos creio eu... Vi de perto seu último sopro de vida, sua última batida, sua última expiração, seu último farejo de expiação - minha atual inspiração.
Toby, seu cachorrinho glutão de Plutão, não coma o bolo de Cérbero que está em cima da mesa, pois ele tem três cabeças e muito mais dentes... Seja gentil com Perséfone que Hades te apreciará... Espero notícias suas através de Hermes.
Toby -
* 06/11/1996
+ 27/07/2007
Minha mão se despediu sem tocá-lo, meus dedos secaram meus olhos molhados e meus pés caminharam para uma nova etapa da estrada, com um certo luto pela despedida, pela vida perdida, porém bem vívida e bem vivida, pelo menos creio eu... Vi de perto seu último sopro de vida, sua última batida, sua última expiração, seu último farejo de expiação - minha atual inspiração.
Toby, seu cachorrinho glutão de Plutão, não coma o bolo de Cérbero que está em cima da mesa, pois ele tem três cabeças e muito mais dentes... Seja gentil com Perséfone que Hades te apreciará... Espero notícias suas através de Hermes.
Toby -
* 06/11/1996
+ 27/07/2007
sábado, maio 26, 2007
Massas amassadas
- Minha rua tem uma igreja de esquina, vizinha a outra esquina de uma padaria, sempre cheia. Tem dia que o povo até faz fila pra garantir o pão quente que derrete a manteiga. Pão com manteiga e café com leite. Tão básico, tão clássico... Hoje a coisa tava a mesma. Prateleira repleta de todos tipos de pães: franceses, italianos, portugueses, daqui e de ló. Muitas broas boas, bolos altivos, doces, tortas de massa podre esfarelentas... Farinha, leite, fermento, tudo bem assado no ponto certo do freguês - desda plebe ao pequeno burguês. Tudo ali pra colocar no saco, enchê-lo e levar pra casa.
Fiz meu pedido, fui atendido e caminhei para a saída com o saco, bege e cheio. A fila andara rápida. A esquina ao lado estava cheia de moças bem vestidas, cheias de charminhos, algumas de xale, cabelos bem arrumados e maquiagens um pouco carregadas. Todas pareciam desejar sair bem com suas fitas. Mesmo que para isso tivessem de estrangular as colegas com serpentina e ganhar mais confetes e convites pra festa. "Deve ser uma ocasião especial. Quem sabe um carnaval fora de época...". Quando já andava quase dois quarteirões, deparei-me com uma nova suposição que, de tão óbvia e básica e clássica como pão na chapa, não me atinara até então... Tudo sobre a tal agitação: Um carro pernóstico passava ao meu lado e já ia em direção à tal igreja que comentara, aquela mesma de esquina, vizinha da esquina da padaria. Sem fazer esforço, pude ver de relance o véu branco na cabeça da moça, mulher ou menina. De longe parecia bonita, de longe apenas... Eu já cansado de carregar os casadinhos dentro do saco que havia comprado, logo lembrei do bolo que tinha levado e também do que minha avó costumava falar: "Bom presságio ver noiva a caminho do altar". A mesma avó que não entrava em carro preto por achar que dava azar: "Carro preto é de defunto! Carro de defunto eu não entro nem se for bento...". Ri um pouco ao lembrar dessa minha avó com mão boa pra cozinha como ninguém, que não vejo há um bom tempo por morar em Santos, apesar de não fazer questão de estar de frente pro mar. Agora pouco me atinei para um dos motivos - que nunca perguntei - de meu avô fugir da casa erguida graças aos pães e sonhos de padaria de seus pais. Minha avó, além de querida por ele, era também uma bem feitora de massas e superstições parecidas com as padarias galego-cariocas de seus pais. Não que estivesse interessado em sua mão apenas para fazer strudells germânicos de maçã ou papos de anjo, creio até que algum dia já a tenha quisto para casamento a contento de moças de fitas na cabeça, mas que essa boa prenda ajudou, isso ajudou.
Já eu, quase perto do portão de casa, estava quase a me fartar com o peso do saco trazido da padaria. Entrei, deixei os casadinhos de minha irmã na mesa e o bolo confeitado de lado. Decidi não comê-lo mais. Estava com um pouco de fome mas não tinha apetite por ele. Apenas distrairia meu estômago que pedia mesmo era um pão clássico com manteiga e quem sabe então um requeijão, um patê, uma geléia... Apenas complemento. Até comeria uma torta de morango se me fosse oferecida, mas não aquele bolo que cheirava à indigestão por ter se demorado e se gabado tanto tempo na prateleira cheia de clientes passando um a um, um a mais, um a menos. Agora quero apenas um pão bom com manteiga, estalando com a mordida do dente e a lambida bem vinda. Um pão novo sem ser muito fresco. E nada de doces muito cheios de confeites e fermento. Fazem mal para os dentes e massa muito cheia de coisinha dá congestão. Apesar de adorar pasta...
E chega de pães duros fatiados. Aliás, chega de falar de massas! Pra mim agora bastam apenas eu, as paredes de minha cozinha e a mesa de reflexos do fura-bolos do Narciso que só se (en)canta com seu próprio gosto e rosto. Nunca liguei mesmo pra besteiras... Quem sabe talvez o que me falta é um pouco do narcisismo psicanalítico de egos bem fermentados e confeitados pra me mostrar e colocar de enfeite na prateleira?... Pra todos olharem e dizerem: Olha que beleza! Talvez a idéia me incentive, e parece cativar ainda mais alguns doceiros garbosos...
Isso foi tudo o que esse bolo me ensinou para fazer essa receita, digo, esse recital, o único que esses pães me fizeram preparar até então. Já quanto a seus doces e massas bem feitas e fermentadas, é bem provável que eu também tenha participado, mesmo que sem querer, mas até que foi de bom grado... Apesar de ter trocado de padaria pra não entrar mais em filas furadas.
ps: Espero que o anelar dessa noiva que vi hoje esteja bem ajambrado. Tudo também depende do cumprimento de sua mão e do comprimento de seu fura bolos.
AMORTECEDOR
...AMORTECEDOR?
AMOR TECE DOR?...
AMOR TE(M) CE(M) DOR(ES)...
A MORTE CEDO R(ESOLVE)
(...)A MORTE CE (IN)DOR(LOR)
AMOR TE (ACORDA) CEDO (E LOGO G)R(ITA):
AMORTECE DOR!
AMOR TE... C(S)E(M) DOR(ES).
AMORTECEDOR!...
AMOR TECE DOR?...
AMOR TE(M) CE(M) DOR(ES)...
A MORTE CEDO R(ESOLVE)
(...)A MORTE CE (IN)DOR(LOR)
AMOR TE (ACORDA) CEDO (E LOGO G)R(ITA):
AMORTECE DOR!
AMOR TE... C(S)E(M) DOR(ES).
AMORTECEDOR!...
sábado, maio 12, 2007
TRAÇOS
certos traços traçam a dimensão de panos de prato bem postos na mesa farta de misérias e gulodices... a língua molhada e dentes muito brancos e afiados traçam a comida disposta pelo olho, às vezes maior que a boca. Tratados são tratados de forma leviana entre essas mesmas línguas, dentes e bocas que engolem e vomitam tratamentos intragáveis. pedaços do prato de fino trato são trazidos à mesa pelo tempero da bílis, tudo sob os olhares magros de quem não tem apetite, de quem não sente fome e também não se farta. de quem foge da deglutição, da temida ou proposital regurgitação e das delícias da degustação. tudo por já terem pesos traçados pela balança que se cansa de tanta comilança e mendicância dos donos de panos de prato cheios de traças, de receios e medos de se fartarem, de engordarem ou de ficarem sem comer e morrer.
alguns traços podem ser traçados pelos compassos, outros podem ser pesados pela balança. outros são tragados e tratados.
Já outros são imensuráveis e inefáveis, por mais que se tente tragá-los e tratá-los...
alguns traços podem ser traçados pelos compassos, outros podem ser pesados pela balança. outros são tragados e tratados.
Já outros são imensuráveis e inefáveis, por mais que se tente tragá-los e tratá-los...
quinta-feira, maio 10, 2007
IMPASSE
Esses impasses cheios de descompassos... Passam e partem pro passado... Dão alguns passos e um novo presente: livre de laços mal colocados, estômagos embrulhados, doces indigestos e agora vomitados... Impasses passam, deixam alguns passos, mas logo apago suas pegadas e jogo fora passagens expiradas... quem sabe já são páginas viradas de um livro que não pretendo reler... e se caso aparecer, coisa que não pago pra ver, não vou querer nenhum impasse, apenas passagens rápidas. Chega de impasses. O que me consola é que impasses acabam.
segunda-feira, maio 07, 2007
Esperar é morrer e viver
Algo me intriga sobre o mistério que existe em cada espera.
Intriga-me esse segredo sondável pelas frestas do esperado... É de fato intrigante as surpresas inesperadas daí surgidas.
Esperar é uma forma branda de morrer e também pode ser a forma mais radical de se revirar e mexer a vícera mais vital que nos faz viver.
Algumas esperas soam como rezas a se repetir e se propagar como um mantra de esperança e, se esperar com certa persistência, quem sabe sobre alguma certa perseverança.
Esperas dilaceram ansiedades reinantes em agoras que não aguentam esperar ver pra crer. Esperas não garantem chegadas triunfantes, apenas vontades e desejos imperantes em cada ânsia de se ter, ânsia de ser e do ser. Porém, esperar já é de fato possuir pelo menos uma fração do que se espera, já é no mínimo trazer pro presente esse tal futuro latente. E o que esperar da espera? Será que esperas esperam?
Talvez esperem passear além da imaginação e entrarem no reino da ação, tornando-se assim encontros inesperados em presentes desesperados.
Espero ter encontrado o que esperava, e talvez ainda espero...
Intriga-me esse segredo sondável pelas frestas do esperado... É de fato intrigante as surpresas inesperadas daí surgidas.
Esperar é uma forma branda de morrer e também pode ser a forma mais radical de se revirar e mexer a vícera mais vital que nos faz viver.
Algumas esperas soam como rezas a se repetir e se propagar como um mantra de esperança e, se esperar com certa persistência, quem sabe sobre alguma certa perseverança.
Esperas dilaceram ansiedades reinantes em agoras que não aguentam esperar ver pra crer. Esperas não garantem chegadas triunfantes, apenas vontades e desejos imperantes em cada ânsia de se ter, ânsia de ser e do ser. Porém, esperar já é de fato possuir pelo menos uma fração do que se espera, já é no mínimo trazer pro presente esse tal futuro latente. E o que esperar da espera? Será que esperas esperam?
Talvez esperem passear além da imaginação e entrarem no reino da ação, tornando-se assim encontros inesperados em presentes desesperados.
Espero ter encontrado o que esperava, e talvez ainda espero...
quarta-feira, abril 18, 2007
Saindo da linha
Após tanto tempo sem gritar por essas bandas, resolvi passar com minha caravana de impressões e expressões. É que ultimamente tenho dado quase total prioridade a ela, aliás, desde que nos conhecemos, e já faz quase três anos, não me lembro de ter passado um dia sem nos comunicarmos. Mesmo sem nos vermos, nos conectamos, nos ligamos, às vezes sem dizer uma só palavra um ao outro, apenas nos tocamos, nos experimentamos... Mas ultimamente ela tem sido muito constante, tem falado muito comigo, me tem sussurrado pedidos impensáveis e impossíveis de se negar que prontamente atendo, não por simples e mera obediência, mas muito também por puro prazer e deleite em fazer, pois muitos de suas súplicas vão de encontro a certos pontos meus, como se ela advinha-se os gritos que pretendo dar. Aliás, os atendo. Agora aposto que te confundi. Quer dizer que existe mais de um então? Não apenas ela? Já vejo a pergunta a perambular. Sim, ela não está só, apesar de parecer, está sempre acompanhada por uma linha, linha essa que também se liga a minha. Uma linha que segue infinita, através de muitas vistas e visitas. Mas não vou me explicar agora. Nesse momento quero vê-la e ela me chama. Quem sabe se existir alguém a ver também essas tais linhas um dia possa conhecê-la, conhecê-los e quem sabe nos ligar pra nos comunicarmos, mesmo sem cabos de gritos e sussurros.
Ghito Grito
Ghito Grito