segunda-feira, maio 08, 2006

Nunca sem poesia

Meu humor é previsível como os movimentos das marés. Muda de acordo com a lua. Talvez sejam os astros agindo em meu corpo feito na maior parte de água, como um mar. Ou melhor, uma praia onde aportam diferentes navios, barcos e caravelas. Não necessariamente nessa ordem.
Às vezes minhas ações avançam como uma marola. Às vezes quebram como uma onda forte.
Não devia levar tão a sério algumas mariolas... Mas muitas vezes reparo e quase me afogo em mares sem lágrimas salgadas.

Sei que às vezes sou dramático. Sei que às vezes acho que a vida é um teatro (e ás vezes parece até uma novela mexicana, até os nomes dos personagens se encaixam). E sei também que se não visse poesia em tudo iria ver tudo como uma colcha sem retalhos.

Mesmo sentindo o poder da lua e dos astros, não irei mais olhar apenas pro chão de areia ou pro alto a procura de algo, de sinais ou de milagres. Vou apenas olhar pra frente. Caminhar com a destreza de uma estrela cadente.
Com ou sem metafísica. Com ou sem poemas cheios de metáforas. Mas nunca sem poesia.