Aqui estou eu a gritar num novo sussurro dado numa madrugada quase fria de um feriado em São Paulo. Não me contentando com um flog, aqui está um blog... (pra quem só se confidenciava com as paredes...)
Flogs contém fotos com imagens estabelecidas que já dizem muito e só se pode discorrer sobre o que já está ali pra se ver. Aqui quero criar imagens (ou miragens) apenas com as mensagens das palavras grifadas e gritadas, ou apenas sussurradas em leves expressões impressionadas.
Palavras escritas. Palavras não ditas que se tornam malditas.
Palavras erradas. Palavras certas ditas de forma equivocada.
Palavras benditas soam tão bonitas. Mas nem sempre são bem digeridas.
Palavras em vez de latir. Palavras em vez de miar. Palavras em vez de piar. Palvras em vez de arrulhar. Palavras ao invés de grunir.
Palavras incomodam. Palavras reconfortam.
Palavras cantadas. Palavras caladas.
Palavras ignoradas. Palavras apreciadas. Palavras que repercutem. Palavras que não se discute.
Palavras de línguas não faladas, mas que abalam e criam rumos e mundos.
Word may save the World. Palavras são como armas a espalhar idéias ou sufocá-las. Porém é difícil matá-las depois de grifadas ou pronunciadas.
Palavras curtas. Palavras longas. Palavras difíceis. Palavras ordinárias. Palavras que duram um segundo e ecoam por séculos profundos.
Palavras criadas num beco aberto com saída. Palavras que saem com tudo no meio do nada. Palavrões e palavrinhas que soam como trovões...
Quantas palavras pra se falar de palavras.
Perdoem-me essas minhas palavras que talvez não digam nada. Apenas preenchem espaços em folhas que talvez serão amassadas, ou no caso, deletadas...
Parla!!!
1:30