Estou trabalhando numa exposição que fala sobre São Paulo vista de cima, de seus muitos lugares com visões vindas dos ares com seu tráfego de aviões constantes, helicópteros barulhentos e alguns poucos dirigíveis. Me inspirei nessas criações e resolvi expressar um pouco do que trombo aqui em baixo.
Onde estou?!
Sem ou Cem palavras pra descrever e escrever SÃO PAULO. Esta cidade país de 8 letras escrita com letras minúsculas e maiúsculas, LETRAS lidas nos ENGARRAFAMENTOS COLOSSAIS de suas GRANDES AVENIDAS. Cidade do trabalho caro para ganhar o dinheiro, às vezes raro. Cidade dos negócios e coisas de seus habitantes e passantes cheios de esperanças e miragens, que fazem e desfazem-se como nuvens de fumaça preta a manchar paredes brancas, tornando-as cinza como concreto, contrastando e misturando-se com ligações de moças suburbanas providenciando e esperando, esperando, esperando...
Cidade que preenche suas paisagens com infinito...
Edifícios de dor, edifícios com jovens apaixonados, executivos cansados e porteiros iletrados.
São Paulo – cidade com nome de Santo, cheia de milagres e pecados de seus anjos do asfalto com suas lutas sem trégua, campo de batalha incessante povoado de graça e humor negro.
Terra ingrata com alguns de seus filhos nascidos em suas terras molhadas pela escassa garoa, que agora apenas escoa pelas enchentes de rios poluídos, rios passageiros. O Rio é seu companheiro ou apenas um brejeiro nada lisonjeiro?
Amantes da noite, amantes do dia com sua sinfonia de buzinas: decibéis em demasia.
Seria hipocrisia a gentileza nos “Bom dias”, “Boas tardes” e “Amigo, até outro dia!”?
Alguns apenas a suportam, outros a adoram. Muitas vezes quem detesta não estampa na testa. Cidade do cotidiano GRITANTE ou cidade de Festa?..
Ainda não me decidi, nem sei se farei. Apenas moro e morro nesse constante paradoxo dessa cidade que vive nos ódios e amores, no ódio e amor, por favor!
Pergunto: “Onde estou?!”
Estou em São Paulo, ou simplesmente, Sampa.
Ghito Grito
Apenas uma página de gritos e sussurros, de incertos e absurdos, impressões e expressões, pensamentos e emoções condensados e sintetizados em palavras grifadas e GRITADAS!!!
quinta-feira, novembro 16, 2006
segunda-feira, maio 08, 2006
Nunca sem poesia
Meu humor é previsível como os movimentos das marés. Muda de acordo com a lua. Talvez sejam os astros agindo em meu corpo feito na maior parte de água, como um mar. Ou melhor, uma praia onde aportam diferentes navios, barcos e caravelas. Não necessariamente nessa ordem.
Às vezes minhas ações avançam como uma marola. Às vezes quebram como uma onda forte.
Não devia levar tão a sério algumas mariolas... Mas muitas vezes reparo e quase me afogo em mares sem lágrimas salgadas.
Sei que às vezes sou dramático. Sei que às vezes acho que a vida é um teatro (e ás vezes parece até uma novela mexicana, até os nomes dos personagens se encaixam). E sei também que se não visse poesia em tudo iria ver tudo como uma colcha sem retalhos.
Mesmo sentindo o poder da lua e dos astros, não irei mais olhar apenas pro chão de areia ou pro alto a procura de algo, de sinais ou de milagres. Vou apenas olhar pra frente. Caminhar com a destreza de uma estrela cadente.
Com ou sem metafísica. Com ou sem poemas cheios de metáforas. Mas nunca sem poesia.
Às vezes minhas ações avançam como uma marola. Às vezes quebram como uma onda forte.
Não devia levar tão a sério algumas mariolas... Mas muitas vezes reparo e quase me afogo em mares sem lágrimas salgadas.
Sei que às vezes sou dramático. Sei que às vezes acho que a vida é um teatro (e ás vezes parece até uma novela mexicana, até os nomes dos personagens se encaixam). E sei também que se não visse poesia em tudo iria ver tudo como uma colcha sem retalhos.
Mesmo sentindo o poder da lua e dos astros, não irei mais olhar apenas pro chão de areia ou pro alto a procura de algo, de sinais ou de milagres. Vou apenas olhar pra frente. Caminhar com a destreza de uma estrela cadente.
Com ou sem metafísica. Com ou sem poemas cheios de metáforas. Mas nunca sem poesia.
sexta-feira, abril 21, 2006
Simplesmente palavras
Aqui estou eu a gritar num novo sussurro dado numa madrugada quase fria de um feriado em São Paulo. Não me contentando com um flog, aqui está um blog... (pra quem só se confidenciava com as paredes...)
Flogs contém fotos com imagens estabelecidas que já dizem muito e só se pode discorrer sobre o que já está ali pra se ver. Aqui quero criar imagens (ou miragens) apenas com as mensagens das palavras grifadas e gritadas, ou apenas sussurradas em leves expressões impressionadas.
Palavras escritas. Palavras não ditas que se tornam malditas.
Palavras erradas. Palavras certas ditas de forma equivocada.
Palavras benditas soam tão bonitas. Mas nem sempre são bem digeridas.
Palavras em vez de latir. Palavras em vez de miar. Palavras em vez de piar. Palvras em vez de arrulhar. Palavras ao invés de grunir.
Palavras incomodam. Palavras reconfortam.
Palavras cantadas. Palavras caladas.
Palavras ignoradas. Palavras apreciadas. Palavras que repercutem. Palavras que não se discute.
Palavras de línguas não faladas, mas que abalam e criam rumos e mundos.
Word may save the World. Palavras são como armas a espalhar idéias ou sufocá-las. Porém é difícil matá-las depois de grifadas ou pronunciadas.
Palavras curtas. Palavras longas. Palavras difíceis. Palavras ordinárias. Palavras que duram um segundo e ecoam por séculos profundos.
Palavras criadas num beco aberto com saída. Palavras que saem com tudo no meio do nada. Palavrões e palavrinhas que soam como trovões...
Quantas palavras pra se falar de palavras.
Perdoem-me essas minhas palavras que talvez não digam nada. Apenas preenchem espaços em folhas que talvez serão amassadas, ou no caso, deletadas...
Parla!!!
1:30
Flogs contém fotos com imagens estabelecidas que já dizem muito e só se pode discorrer sobre o que já está ali pra se ver. Aqui quero criar imagens (ou miragens) apenas com as mensagens das palavras grifadas e gritadas, ou apenas sussurradas em leves expressões impressionadas.
Palavras escritas. Palavras não ditas que se tornam malditas.
Palavras erradas. Palavras certas ditas de forma equivocada.
Palavras benditas soam tão bonitas. Mas nem sempre são bem digeridas.
Palavras em vez de latir. Palavras em vez de miar. Palavras em vez de piar. Palvras em vez de arrulhar. Palavras ao invés de grunir.
Palavras incomodam. Palavras reconfortam.
Palavras cantadas. Palavras caladas.
Palavras ignoradas. Palavras apreciadas. Palavras que repercutem. Palavras que não se discute.
Palavras de línguas não faladas, mas que abalam e criam rumos e mundos.
Word may save the World. Palavras são como armas a espalhar idéias ou sufocá-las. Porém é difícil matá-las depois de grifadas ou pronunciadas.
Palavras curtas. Palavras longas. Palavras difíceis. Palavras ordinárias. Palavras que duram um segundo e ecoam por séculos profundos.
Palavras criadas num beco aberto com saída. Palavras que saem com tudo no meio do nada. Palavrões e palavrinhas que soam como trovões...
Quantas palavras pra se falar de palavras.
Perdoem-me essas minhas palavras que talvez não digam nada. Apenas preenchem espaços em folhas que talvez serão amassadas, ou no caso, deletadas...
Parla!!!
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